Nos Curta no Facebook

Fecha em 30 Segundos...!!!Fechar Agora X

1º Lugar nas Buscas Orgânicas - Confira Clientes Satisfeitos

Recuperação Econômica Americana Domínio do Mundo Por Mais 1 Século

 

ANTIAMERICANISMO É COISA SEM NEXO

CAPITALISMO É COMPROVADO

MARXISMO É TEORIA

clique aqui para saber mais

 

1 - Legislação trabalhista bastante flexível e na qual vale mais o combinado entre as partes...

O CAPITALISMO É PERFEITO - O PAÍS QUE MENOS INTERFERE NAS EMPRESAS E RELAÇÕES TRABALHISTAS - O EMPREENDEDOR É PROTEGIDO PARA APÓS A CRISE PODER CONTINUAR E VOLTAR A EMPREGAR - APÓS A CRISE NO BRASIL OS EMPREENDEDORES ESTÃO TODOS QUEBRADOS...

5 e 6 - A 3ª Guerra com chances de começar pela recuperação Americana. Estão produzindo energia por 1/6 do valor que o resto do mundo produz. Serão novamente dominantes por 1 século. Obama foi o Grande responsável seguindo Nixon [derrubado por um complô petrolífero]. VEJA O MOTIVO DOS AMERICANOS SEMPRE SAIREM MAIS RÁPIDO DAS CRISES (assunto continua nos intens 5 e 6).

2 - BRASIL - O déficit da conta-petróleo no primeiro semestre 2013 bateu o record de todos os tempos !!! 8,1 Bilhões de dólares!!!

3 - BRASIL - Onde está a auto-suficiência do petróleo?
Lula celebra a auto-suficiência em dia recorde de petróleo. Eis a manchete da Folha, só que do dia 21 de abril de 2006! À ocasião, o então presidente fez um grande alarde da notícia, tirando inclusive uma foto nos moldes de Getúlio Vargas, com as mãos sujas do “ouro negro”.
E então? Como vai essa tão propalada auto-suficiência do petróleo? Os últimos dados da balança comercial contam uma história bem diferente.
O país teve recorde de déficit comercial, o maior da série toda, de 20 anos. E entre o principal responsável? Sim, ele, o petróleo, responsável por um rombo de US$ 15 bilhões (importação menos exportação - 2012).

4 - BRASIL - BLOG GOVERNISTA CONFIRMA (DELICADAMENTE) A PARALIZAÇÃO DA PETROBRÁS (ESTRANGULADA).

5 - Estados Unidos estão perto de obter a independência energética (até a Inglaterra que apostou no petróleo está antiamericana).

6 - A RECUPERAÇÃO AMERICANA SEMPRE É MAIS RÁPIDA - 2ª RAZÃO

1-"Crescer e proteger".

( COMO AGEM OS EUA PARA SE RECUPERAREM SEMPRE MAIS RÁPIDO QUE OS OUTROS PAÍSES NAS CRISES MUNDIAIS )

“Ninguém aqui em Chicago pode trabalhar por menos de US$ 4,50 por hora”, conta o garçom de um bom restaurante, um rapaz de menos de 30 anos. Feitas as contas, considerando jornada de 40 horas por semana, dá US$ 800/mês.

“Mas gente ganha mais, dá para fazer mais de 300 dólares em um dia de bom movimento”, explica o rapaz. É a gorjeta, claro. O rendimento variável é o que vale e depende não das horas de trabalho, mas do movimento e da capacidade de atendimento do garçom.

A gorjeta, pelos costumes americanos, varia de 10% a 20%, e vai direto para o bolso do garçom, no dia mesmo de trabalho. Afinal, acrescenta o rapaz, “a gente trabalha para o freguês, não para o restaurante”. Mas, considerando que a gorjeta está incluída na conta, junto com comida e bebidas, como calculam e como pagam por dia (ou por noite)?

O garçom traz então os boletos, as contas pagas por cada mesa que atendeu naquela noite. Já está tudo grampeado e calculado.

Ele mostra e explica: “Eu vendi hoje 2.060 dólares, a gorjeta foi de uns 350 (cerca de 17%). Aí eu pago uma parte para o ajudante e outra para o pessoal do bar. Vou levar limpos uns 250 dólares”.

Repararam os verbos? “
Eu vendi... eu pago...

O restaurante, a empresa, paga na base do mínimo, a cada duas semanas. E só. Ou seja, é o trabalhador, nesse setor, que precisa cuidar de sua previdência e seu plano de saúde.

Claro que em outros setores da economia, em fábricas, por exemplo, ou em empresas maiores, o sistema é diferente, com salários semanais fixos maiores que a parte variável. Mas em boa parte do setor de serviços (incluindo comércio), a variável é maior.

Assim, esse caso dos restaurantes é um bom exemplo das vantagens e desvantagens de uma
legislação trabalhista bastante flexível e na qual vale mais o combinado entre as partes.

Para o restaurante, a empresa, a vantagem é a redução do custo fixo. Gasta pouco com a folha de salários, ao contrário, por exemplo, de um restaurante no Brasil, cujo dono paga salário fixo e todos os demais itens (FGTS, INSS, 13º, adicionais diversos e por aí vai).


Nos EUA, quando o movimento cai, o prejuízo se distribui entre empresa e empregados, pois os dois lados passam a “vender” menos.

No Brasil e em muitos outros países, europeus, por exemplo, caindo o movimento, aumenta proporcionalmente o custo do restaurante , já que não é possível passar parte dos garçons para um sistema de trabalho apenas nos fins de semana.

Não raro, cria-se um impasse: o restaurante (ou a empresa) só consegue se manter funcionando no prejuízo, dado o baixo faturamento combinado com custos fixos elevados. No fim, a casa fecha e não se protegeram os empregos.

Nos EUA, para o garçom, a vantagem é receber diariamente e conforme a qualidade reconhecida de seu serviço. Para o público, a regra é um incentivo ao bom atendimento. Diferente, por exemplo, do sistema dominante no Brasil, no qual o caixa do restaurante recolhe toda as gorjetas e distribui por igual no final do mês.

(Aliás, o Congresso está discutindo uma legislação que obriga os restaurantes a repassar pelo menos 80% da gorjeta para os garçons e cozinheiros. Devia ser 100%, não é mesmo?).

Por outro lado,
nos EUA, havendo uma crise, a empresa tem ampla possibilidade de cortar pessoal e reduzir os pagamentos. A taxa de desemprego praticamente dobrou de 2008 para 2009, nos momentos mais difíceis da crise financeira que quase paralisou a toda a economia .

E os salários também caem rapidamente, pois são basicamente negociados e não garantidos em lei.

Nos países que têm ampla e meticulosa legislação trabalhista, o ajuste — com desemprego e redução do nível médio de salários — sempre acaba acontecendo, mas demora mais e é mais custoso, como está acontecendo na maior parte dos países europeus.

Pelo outro lado, a recuperação econômica é sempre mais rápida nos Estados Unidos. Começa a melhorar e os empregos começam a voltar. Mas o desemprego cai antes de subirem os salários. Neste momento, por exemplo, a taxa de desemprego, que chegou a passar dos 10%, está na casa dos 7%. Já o salário médio, descontada a inflação, é praticamente o mesmo de 2009.

Em compensação, todo o sistema permite que as empresas reduzam custos e se esforcem para ganhar produtividade, que é, de novo, o que acontece. A produção por trabalhador/hora cresce 1,5% ao ano, desde que se iniciou a recuperação. E isso é a chave do crescimento.

No Brasil, onde o emprego formal é superprotegido, a produtividade está em queda e o custo unitário do trabalho em alta. Resultado: empresas menos competitivas. As que podem, reduzem a produção, mas mantêm a os trabalhadores, na expectativa de retomada da atividade. Se a retomada demora e essa expectativa enfraquece, o ajuste — corte de custos e de empregos — vem, então, mais forte.

Difícil combinar crescimento e proteção.

( O CAPITALISMO É PERFEITO - O PAÍS QUE MENOS INTERFERE NAS EMPRESAS E RELAÇÕES TRABALHISTAS - O EMPREENDEDOR É PROTEGIDO PARA APÓS A CRISE PODER CONTINUAR E VOLTAR A EMPREGAR - APÓS A CRISE NO BRASIL OS EMPREENDEDORES ESTÃO TODOS QUEBRADOS )

Por Carlos Alberto Sardenberg - O GLOBO

2- 6 de agosto de 2013


Nunca antes na história deste país…


O déficit da conta-petróleo no primeiro semestre – ou seja, o vermelho nas contas brasileira da balança comercial de petróleo e derivados, bateu impressionantes 8,1 bilhões de dólares. Um recorde histórico.


http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/deficit-na-conta-petroleo-nunca-antes-na-historia-deste-pais/

Por Lauro Jardim

3- 02/08/2013

Onde está a auto-suficiência do petróleo?


Lula celebra a auto-suficiência em dia de recorde de petróleo. Eis a manchete da Folha, só que do dia 21 de abril de 2006! À ocasião, o então presidente fez um grande alarde da notícia, tirando inclusive uma foto nos moldes de Getúlio Vargas, com as mãos sujas do “ouro negro”.


E então? Como vai essa tão propalada auto-suficiência do petróleo?
Os últimos dados da balança comercial contam uma história bem diferente. O país teve recorde de déficit comercial, o maior da série toda, de 20 anos. E entre o principal responsável? Sim, ele, o petróleo, responsável por um rombo de US$ 15 bilhões (importação menos exportação).


Vale fazer um alerta aqui:
ser auto-suficiente em petróleo não é, em si, a coisa mais importante do mundo. Quais são os países no mundo que mais exportam petróleo? Venezuela, Nigéria, Irã, Iraque, Rússia, Arábia Saudita, enfim, não se trata de uma lista invejável, à exceção da Noruega, país minúsculo e com população educada.


Em compensação, o Japão é um dos países mais dependentes da importação de petróleo do mundo. Mas possui o terceiro maior PIB mundial. Na frente dele, temos os Estados Unidos, outro país extremamente dependente da commodity. Coreia do Sul, Cingapura, Hong Kong: eles não têm recursos naturais, mas são ricos, desenvolvidos. A riqueza de um povo claramente não depende dos recursos naturais. Não é diferente no caso do petróleo. Alguns até falam da “maldição do ouro negro”, quando a descoberta de vastas reservas em um país sem instituições sólidas acaba produzindo corrupção, gastos públicos faraônicos, e autoritarismo.


Refutando o argumento de que a auto-suficiência em petróleo automaticamente gera benefícios para o povo, resta rebater o argumento de “setor estratégico”. Nada mais estratégico que o setor de alimentos, e no entanto o setor privado, em livre concorrência, representa o melhor mecanismo para satisfazer as demandas. Quando o Estado monopolizou este setor na URSS e China, tivemos milhões morrendo de inanição.


Fora isso, nenhum outro país pode alegar que o petróleo é estratégico mais que os Estados Unidos. No entanto, lá temos dezenas de empresas privadas competindo livremente, incluindo estrangeiras. Gigantes privadas como a ExxonMobil, ChevronTexaco, ConocoPhillips, Marathon Oil, Occidental Petrol, todas competem no livre mercado em busca da maximização dos lucros.


Não é por outro motivo que o setor funciona bem lá, tendo passado inclusive por uma revolução tecnológica recentemente. Enquanto isso, vemos estatais como a Petrobras virarem palco de corrupção, cabide de emprego, sofrer pressão política, não conseguir crescer direito etc.
Justamente por ser estratégico é que o setor de petróleo deve respeitar a livre concorrência de empresas privadas, garantindo maior eficiência e preços menores.


Concluindo, a auto-suficiência no petróleo não deveria ser a grande meta, e sim termos um setor dinâmico com ampla concorrência entre empresas privadas. Dito isso, não deixa de ser lamentável constatar a propaganda ufanista que o ex-presidente Lula fez no passado, apenas para observarmos que era tudo engodo,
propaganda enganosa, uma vez que o Brasil ainda precisa importar – e muito – petróleo e seus derivados.


http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/privatizacao/onde-esta-a-auto-suficiencia-do-petroleo/

Rodrigo Constantino

 

4- 05/08/2013

Desafios do setor de petróleo brasileiro

Recuperação AmericanaA expansão da produção de petróleo no Brasil constitui atualmente o principal desafio estratégico para o Brasil. Para viabilizar esta expansão, o país deverá trilhar caminhos perigosos e arriscados. A velocidade que se pretende impor à caminhada não deixa margem para erros. Qualquer pequena barbeiragem pode levar a um acidente grave, dado o risco de se passar direto pelas curvas sinuosas que deverão ser trilhadas.


A descoberta do Pré-sal trouxe o petróleo para o centro da cena política nacional. A expectativa criada na sociedade com o “
bilhete premiado” canalizou todos os esforços políticos para a discussão sobre a apropriação e divisão da renda petrolífera. Entretanto, pouca atenção política tem sido dada ao fato de que o projeto de expansão da produção nacional de petróleo dos atuais 2 milhões de barris para mais de 4 milhões em 2020 (que denominaremos neste artigo Projeto Pré-sal) constitui empreitada épica para nosso país; comparada a um esforço de guerra. Isto porque requer uma mobilização de recursos humanos, financeiros, tecnológicos e também políticos numa escala sem precedentes.


Pouca atenção está sendo dada ao fato de que antes de se alcançar o “bilhete premiado” existe um importante período de sacrifícios para a sociedade. A duração deste período dependerá das escolhas e dos acertos da política setorial. O grande risco para o país é o atraso nas metas de crescimento da produção, com a inviabilização do projeto tal como está colocado atualmente.


Analisando-se a questão do ponto de vista macroeconômico, a elevação da produção de petróleo implica num aumento significativo dos investimentos. Estão previstos investimentos de mais de 300 bilhões de dólares no setor de petróleo até 2020. Estes investimentos, por sua vez, contribuirão para a elevação das importações, o que afetará negativamente a balança comercial. Mesmo considerando a manutenção dos atuais níveis de conteúdo local (o que também será um enorme desafio, como veremos adiante), cerca da metade do valor dos investimentos tendem a ser tornarem importações.


No atual contexto de baixa competitividade da economia nacional, crescentes déficits na balança comercial podem contribuir para um processo de desvalorização cambial. Esta desvalorização teria um enorme impacto financeiro sobre a Petrobras e outras empresas atuando no Brasil, dificultando o financiamento dos enormes investimentos das mesmas. Portanto, é fundamental que a produção e as exportações de petróleo aconteçam conforme planejado, para contribuir para o equilíbrio macroeconômico do país. Ou seja, no ambiente macroeconômico em que estamos, um atraso na elevação da produção pode criar dificuldades muito sérias para todo o Projeto Pré-sal.


Olhando a questão pelo ângulo microeconômico, o sucesso do Projeto Pré-sal depende da capacidade de financiamento das empresas. No caso da Petrobras, esta capacidade está diretamente associada ao equilíbrio do seu fluxo de caixa.
A Petrobras já atingiu o limite de endividamento para manutenção da sua nota de investiment grade pelas agências de avaliação internacionais. Ao depender do auto-financiamento, o ritmo de investimento da Petrobras está sujeito basicamente à sua capacidade de gerar receitas próprias. Esta capacidade dependerá basicamente de três fatores: i) da política de preços dos combustíveis no Brasil; ii) da capacidade da empresa de vender ativos; iii) e do próprio ritmo de elevação da produção. Portanto, um eventual atraso na elevação da produção de petróleo traz consigo uma elevação do risco de desequilíbrio financeiro da Petrobras. Este desequilíbrio financeiro, sem dúvida, colocaria em cheque o Projeto Pré-sal, alongando de forma importante o período de sacrifícios da sociedade Brasileira.


A Petrobras é a empresa líder do Projeto Pré-sal. Na atual estrutura da indústria de petróleo nacional, as empresas parceiras não podem substituir a Petrobras, e deverão caminhar no ritmo da Petrobras. Não existe espaço político para que as empresas substituam a Petrobras neste processo de liderança. Provavelmente, tal substituição não seria possível nem mesmo se fosse viável politicamente, tendo em vista as capacitações necessárias e o tamanho da empreitada. Conclui-se assim que a Petrobras é a variável chave da equação de viabilidade do Projeto Pré-sal.


Tendo em vista o colocado em acima, é absolutamente fundamental definir como prioridade da política energética e econômica nacional a elevação da produção nacional do petróleo, conforme previsto no Projeto Pré-sal. Sem estabelecer adequadamente esta questão como prioridade nacional, não será possível enfrentar corretamente os desafios que tal projeto coloca para a sociedade. Sem querer esgotar os desafios, a elevação da produção de petróleo dependerá do sucesso do enfrentamento de duas questões principais: i) capacidade de financiamento dos investimentos por parte da Petrobras; ii) as metas de conteúdo local;
Voltando à questão do financiamento dos investimentos, vale ressaltar que esta questão não depende apenas da habilidade empresarial da Petrobras para definir estratégias de negócios financeiramente sustentáveis. A questão do financiamento passa por decisões de política econômica e energética, já que a Petrobras é hoje a única empresa responsável pela segurança do suprimento de combustíveis no país. A decisão do governo de segurar o alinhamento dos preços dos combustíveis doméstico com o mercado internacional afeta diretamente o fluxo de caixa da Petrobras. Atualmente, o caixa da empresa é o amortecedor das flutuações e, principalmente das elevações, do preço dos combustíveis no mercado internacional. Esta política, eventualmente pode contribuir para reduzir os impactos econômicos da elevação do preço dos combustíveis, mas certamente está desalinhada com o objetivo de priorizar o Projeto Pré-sal.


Além de interferir na precificação dos combustíveis no Brasil, o governo frequentemente vem utilizando a Petrobras como ferramenta importante na implementação de outros objetivos de política energética, tais como: i) a redução do déficit nacional na produção de derivados do petróleo; ii) a reativação da produção nacional de Etanol; iii) o suprimento de gás natural para o setor elétrico em condições favoráveis (mas com prejuízos para a Petrobras); iv) o fortalecimento do programa nacional de biodiesel; v) a redução do déficit nacional na importação de fertilizantes; entre outros.


A incorporação destes outros objetivos setoriais na agenda da Petrobras tem duas implicações para o financiamento da empresa. Por um lado, agrega uma agenda de investimento que drena recursos do Projeto Pré-sal. Por outro lado, não deixa margem para a empresa vender ativos destas áreas para alavancar recursos para investir na produção de petróleo. Concluímos assim que a sustentabilidade financeira da Petrobras e a viabilidade do Projeto Pré-sal dependem de escolhas e decisões de política energética. Desta forma, é importante que o governo defina claramente para a Petrobras qual é a prioridade nos diversos objetivos colocados para a empresa. Ao estabelecer a prioridade, caberá a empresa estabelecer sua estratégia de modo a minimizar os riscos de uma crise financeira.


A questão das metas de conteúdo local não é menos importante entre os desafios do projeto Pré-sal. A política de conteúdo local representa atualmente um instrumento central da Política Industrial Brasileira. Não cabe questionar o mérito e a importância da promoção do conteúdo local na indústria de bens e serviços para o setor de petróleo. Cabe, isto sim, definir qual é o limite aceitável para eventuais impactos negativos desta política na dinâmica de investimentos setorial.


O simples fato de se ter que criar regras para compras locais significa que a oferta local encontra-se em desvantagem com as importações para o suprimento da indústria de petróleo. A reserva de parte do mercado doméstico para empresas locais implica necessariamente em algum sobrecusto para os investimentos. Este sobrecusto – caso seja um fenômeno temporário, que não inviabiliza economicamente os projetos petrolíferos – pode ser considerado um preço aceitável da política de conteúdo local.


Entretanto, vale ressaltar as seguintes questões: i) o Projeto Pré-sal inclui também bens e serviços da fronteira tecnológica do setor de petróleo; ii) a escala dos investimentos do Projeto Pré-sal requer um grande investimento na cadeia de fornecedores para desenvolver uma capacidade de oferta adequada. As questões acima podem implicar em gargalos da indústria nacional de bens e serviços, em particular no horizonte até 2020. As consequências destes gargalos seriam não apenas o sobrepreço, mas também atrasos na entrega dos bens e serviços, principalmente das plataformas e sondas de perfuração.


Atrasos na entrega dos bens e serviços significam retardar a produção, com os riscos acima mencionados. Portanto, para realmente se priorizar o Projeto Pré-sal, é necessário avaliar e reconhecer os limites da política de conteúdo local. É importante que o governo e as empresas busquem o “plano B” quando ficar claro a inviabilidade de alguma meta da política de conteúdo local.


Por fim, cabe ressaltar que o sucesso do Projeto Pré-sal dependerá basicamente da capacidade política e institucional do Estado. Será necessário que o governo utilize seu capital político para defender o Projeto Pré-sal como uma prioridade nacional. O Projeto Pré-sal é apenas mais uma questão a pressionar o governo na complexa teia de interesses vinculados ao setor energético. Defender este projeto como prioritário vai requerer não apenas lucidez, mas a utilização de capital político para enfrentar os interesses associados às outras questões que perdem prioridade. Da mesma forma, o desafio requer o fortalecimento institucional de atores chave como a ANP, a Petrobras, e o MME; bem como a criação de novas instituições como a PPSA.


Por Edmar Almeida
http://infopetro.wordpress.com/2013/08/05/desafios-do-setor-de-petroleo-brasileiro/

 

5- 15/07/2012
Estados Unidos estão perto de obter a independência energética


Exploração do gás do xisto dá novo impulso à economia americana e pode deixar o país menos vulnerável à política do Oriente Médio.


Quando o presidente Richard Nixon proclamou, no início dos anos 70, que queria assegurar a independência energética nacional, os Estados Unidos importavam um quarto do seu petróleo. No fim da década, após um embargo ao petróleo árabe e a Revolução Iraniana, a produção doméstica estava em declínio, os americanos estavam importando metade de suas necessidades de petróleo a um preço 15 vezes maior, e era aceito que o país estava ficando sem gás natural.


Os choques de energia contribuíram para uma combinação letal de crescimento com inflação, e cada presidente americano, desde Nixon, proclamou a independência energética como uma meta. Mas poucos levaram a sério essas promessas.


Hoje, especialistas em energia não caçoam mais. No fim desta década, segundo a Agência de Informação sobre Energia (EIA) dos Estados Unidos, quase metade do petróleo bruto que os EUA consomem será produzida em casa, enquanto 82% virão do lado americano do Atlântico. Philip Verleger, um respeitado analista do setor de energia, argumenta que,
até 2023, o 50.º aniversário do “Projeto de Independência” de Nixon, os EUA serão independentes em energia no sentido de que exportarão mais energia do que importarão.


Verleger argumenta que a independência energética “poderia fazer deste o Novo Século Americano ao criar um ambiente econômico em que os Estados Unidos gozam de acesso a suprimentos de energia a um custo mais baixo que outras partes do mundo”.
Os europeus e asiáticos já pagam 4 a 6 vezes mais que os americanos pelo seu gás natural.


O que houve? A tecnologia de perfuração horizontal e fraturamento hidráulico, pela qual o xisto e outras formações rochosas duras em grandes profundidades são bombardeados com água e químicos, libertou grandes suprimentos novos de gás natural e petróleo. A indústria americana de gás de xisto cresceu 45% por ano de 2005 a 2010, e a participação do gás de xisto na produção total de gás dos EUA cresceu de 4% para 24%.


Gás para um século. Os EUA possuem estimadamente gás suficiente para sustentar sua taxa de produção atual por mais de um século. Apesar de muitos outros países também terem um potencial considerável de gás de xisto, existem problemas abundantes que incidem na sua exploração como a escassez de água na China, a segurança dos investimentos na Argentina, e as restrições ambientais em vários países europeus.


A economia americana se beneficiará de inúmeras maneiras de sua mudança de abastecimento energético.
Centenas de milhares de empregos já estão sendo criados, alguns em regiões remotas desde há muito mergulhadas na estagnação. Essa atividade econômica adicional intensificará o crescimento geral do Produto Interno Bruto, acarretando um aumento expressivo da arrecadação fiscal. De mais a mais, a conta mais baixa na importação de energia reduzirá o déficit comercial do país e melhorará a situação de seu balanço de pagamentos. Alguns setores americanos, como o de químicos e plásticos, ganharão uma considerável vantagem competitiva em custos de produção.


Como respeito à mudança climática, porém, os efeitos da maior dependência do gás de xisto são irregulares. Como a combustão de gás natural produz menos gases do efeito estufa do que outros hidrocarbonetos, como carvão ou petróleo, ela pode ser uma ponte para um futuro com menos emissão de carbono. Mas o preço baixo do gás impedirá o desenvolvimento de fontes de energia renováveis a menos que venha acompanhado por subsídios ou impostos sobre o carbono.


Neste estágio, só se pode especular sobre os efeitos geopolíticos. O fortalecimento da economia americana claramente robusteceria o poder econômico americano –
um cenário que vai na contra mão dos que retratam um declínio dos EUA.


Mas não se devem tirar conclusões precipitadas. O equilíbrio das importações e exportações de energia é apenas uma primeira aproximação da independência. Como argumento em meu livro The Future of Power (O Futuro do Poder), a interdependência global envolve tanto sensibilidade como vulnerabilidade. Os EUA podem ser menos vulneráveis no longo prazo se importarem menos energia, mas o petróleo é uma commodity fungível, e a economia americana permanecerá sensível a choques de mudanças súbitas nos preços mundiais.


Em outras palavras,
uma revolução na Arábia Saudita ou um bloqueio do Estreito de Ormuz ainda poderiam causar da danos aos EUA e seus aliados. Portanto, mesmo que os EUA não tivessem outros interesses no Oriente Médio, como Israel ou a não proliferação nuclear, seria improvável que um equilíbrio das importações e exportações de energia livrasse os EUA de gastos militares – que alguns especialistas calculam que poderão chegar a US$ 50 bilhões anuais – para proteger rotas de petróleo na região.


Ao mesmo tempo,
a posição de barganha dos EUA na política mundial deve ser fortalecida. O poder decorre de assimetrias na interdependência.


Durante décadas, os EUA e a Arábia Saudita tiveram um equilíbrio de assimetrias em que nós dependemos dela como uma grande produtora de petróleo e ela depende de nós para a segurança militar em última instância. Agora, as barganhas serão alcançadas em termos um pouco melhores do ponto de vista dos EUA. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

6- 1/08/2013

Uma entrevista perturbadora: o gás do xisto substituirá o petróleo?

Eu sempre fui aberto no campo relativamente às ciências. Esse debate entre aquecimento e resfriamento global é complexo e - via de regra - sinto-me sem condições teóricas de acompanhar o nível das reflexões.

Domingo a noite, a partir da meia noite, assisti a
entrevista com o climatologista Luiz Carlos Molion. Sinto-me fragilizado e empobrecido diante de tantas informações. Odeio sentir-me néscio. Mas foi assim que me senti ouvindo os detalhes da entrevista, que teve pontos altos e complexos; cito a afirmação do professor Molion sobre a queda do petróleo e a ascensão do gás do xisto, que derá um novo impulso à economia americana e proporcionará aos EEUU uma ruptura com a dependência do petróleo do oriente médio. Ademais, o Professor Molion foi muito detalhista na explicação da exploração e uso desse novo combustível que deve mudar a face da indústria petrolífera nos próximos anos, a curto espaço de tempo.

O ATAQUE RADICAL AS ENERGIAS EÓLICAS


Nessa entrevista, que pode ser assistida, clicando aqui, o climatologista fez um duro ataque ao emprego da energia eólica, que segundo ele, já está superada pelas mudanças tecnológicas em curso e também pela inviabilidade da relação dos ventos com os picos de consumo. Foi o ataque mais demolidor que eu já contra a energia eólica.

(O CAPITALISMO É PERFEITO - O PAÍS QUE MENOS INTERFERE NAS EMPRESAS E RELAÇÕES TRABALHISTAS)

Edições anteriores

Canal Livre discute mudanças climáticas - Parte 5...

29 Jul

Canal Livre discute mudanças climáticas - Parte 4...

29 Jul

Canal Livre discute mudanças climáticas - Parte 3...

29 Jul

Canal Livre discute mudanças climáticas - parte 2...

29 Jul

Canal Livre discute mudanças climáticas - Parte 1...

http://julioprates.blogspot.com.br/2013/08/uma-entrevista-perturbadora-o-gas-do.html

Bira Jardim

 
Recuperação Econômica Americana Domínio do Mundo Por Mais 1 Século
 

Conhecer a história de um homem que teve a vida destruída por ex-mulher que implantou falsas memórias nos filhos.

comente: blog@artisnobilis.com