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ATEU aos 11 ANOS de idade ( o terror que meus pais tornaram minha vida )

Em 2005 aproximados, fui para a Santa Casa de Santos, SP com a certeza de um apêndice supurado (levei uma sacola com roupas). Confirmado pelos sintomas e a mancha no raio X, fui operado.


Passei 9 dias sem dormir, pois se dormisse de barriga para cima morreria. Tomei a anestesia rack e o tradicional sossega leão (que não me apagou) e discretamente fui conversando com a equipe médica. Dra. Regina, anestesista (encanto de pessoa, nem parece que é médica), foi me testando para saber se eu estava calmo para não atrapalhar a cirurgia (o cirurgião chefe era um castelhano).


Segurei para não dormir na sala de pós-operatório, depois no quarto. Tinha diagnóstico, na palavra de Dr. Mário Francisco Real Gabrielli, de problemas graves na arcada dentária (que comprovei alguns anos depois).
Sabia que se dormisse naquela posição morreria (o queixo cai e obstrui a respiração).


Avisei o médico auxiliar (o castelhano raramente aparecia) que se dormisse morreria e ele riu.
No 8º dia acordado (usei até então rolo de esparadrapo vazio que peguei das enfermeiras e coloquei na boca para mantê-la aberta e o queixo em uma posição que não caia), o ar seco na boca ardia e eu dava cochilos e acordava com a garganta queimando e sobressaltos.


Roubaram meu rolo vazio de esparadrapo, semi-adormeci (minha pressão andava muito alta por não dormir há 8 dias) o queixo caiu, obstruiu a respiração, o coração disparou por falta de oxigênio, não tinha mais forças para segurar o sono e cada vez o coração disparava mais, até que parou. Parou longamente e me veio uma paz (descobri que quando o coração para vem uma paz enorme e aceitação da morte). Senti algo como se relata: me via vendo meu corpo.
De repente o coração voltou a bater muito forte e disparado e consegui abrir a boca.


A pressão andava muito alta (nunca tive) pela falta de sono e me deram alta no 9º dia. Cheguei em casa com pressão 22 X 12 e pedi um remédio qualquer numa farmácia (como dar alta com pressão 22 x 12?). Como não podia deitar de lado devido aos cortes, dreno, barriga muito inchada de líquidos injetados e inflamação, fiz uma arapuca com cobertores e travesseiros de modo que a cabeça ficasse caída para trás e o queixo não caísse (forçava a boca a abrir). Então dormi.


Sou ateu (me tornei ateu aos 11 anos de idade quando conheci meus pais - meu pai espancava minha mãe diariamente e eu assustado olhava, então ele me pisou no pescoço - nesta mesma época minha mãe, que me chamava de menino, me quebrou o nariz com uma mamadeira de vidro do meu irmão Geraldo Dorta Jardim recém nascido) e os 1ºs tempos como ateu, ainda criança, era assustador: eu tinha deus para me proteger, rezava todos os dias e de repente estava só.


Tentei ir ao banheiro (tomava antibióticos para bactérias anaeróbicas, remédio que causa alucinações - de olhos abertos até dava para aguentar, mas fechando os olhos as alucinações eram terríveis) e fiquei caído no chão por 3 dias.
Se fosse religioso, crente em Deus seria, mais fácil enfrentar a morte, acreditando ir para uma vida melhor que a que me foi dada pelos meus maldosos pais.


Nem na hora da morte me converti, foi desesperador sentir o coração lutar pela vida. Muito melhor crer em Deus, ter pai e mãe normais e ter vida familiar como muitos têm.  


Alguns anos depois consegui um diagnóstico, no Instituto do Sono de apneia grave do sono. Veja o diagnóstico em: http://artisnobilis.com/blog/blog/imagehmbira/polissonografia_10-07-2005_f1.jpg  


Mais sobre como o terror de meus pais me tornaram ateu aos 11 anos http://artisnobilis.com/blog/blog/pais.html e o terror que passei até os 17 quando fui mandado embora por impedir com uma arma que minha mãe apanhasse mais.


Meus pais, Geraldo Silva Jardim (ex professor da Unesp Farmácia em Araraquara, SP.) e Ercy Bernadetti de Oliveira Dorta Jardim (eu a vi apanhar de ficar roxa diáriamente com hora marcada) meu pai chegava a noite e a procurava para bater por 6 anos, gritava de os vizinhos ouvirem e todos os irmãos pequenos fugiam. Eu tive o pescoço lesionado aos 11 anos quando assustado assisti uma surra. Aos 17 o impedi de agredir e a bondosa senhora, minha mãe, que depois aceitou ele me mandar para fora de casa.

O motivo das surras foi uma reunião dos meus avós e tios paternos no 1º, ou segundo dia que passei a morar com este casal de doidos. Nesta reunião meu pai foi ameaçado pelos irmãos de levar uma surra se deixasse minha mãe (ele já tinha outra família).

 

Conhecer a história de um homem que teve a vida destruída por ex-mulher que implantou falsas memórias nos filhos.

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